Período pré-socrático
Como foi dito anteriormente, o período de nascimento do pensamento filosófico é o mais intrigante de todos, dadas as dificuldades de tratamento que apresenta. Ele se estende do século 6º a.C. até a primeira metade do século 5º a.C., praticamente coincidindo com a formação da sociedade escravista da Grécia Antiga. São dois os centros principais do pensamento filosófico:
• Oriente, na Jônia (Ásia Menor).
• Ocidente, na chamada Magna Grécia (Itália do Sul e Sicília).
A Filosofia tem a sua aurora (nascimento) na Jônia, onde aparecem os primeiros filósofos, a saber: Tales, Anaximandro e Anaxímenes. Já na pólis de Éfeso, temos o célebre Heráclito. A Filosofia desses primeiros pensadores do Oriente grego será classificada como Filosofia Jônica. Na Magna Grécia, concentram-se duas Escolas filosóficas: a Pitagórica e a Eleata. As concepções dessas Escolas são chamadas de Filosofia Itálica.
Período clássico
O período denominado de Filosofia Clássica começa após as Guerras Greco-persas, entre os anos 500 a.C. e 549 a.C. Trata-se de um período em que a vida do povo grego já estava organizada e que, relativamente, se mostrava pacífica. A pólis de Atenas tem papel principal nesse período, tornando-se o grande centro do pensamento filosófico. Atenas não só se torna o centro do pensamento filosófico da Grécia, mas também representa o auge da civilização grega. Duas correntes de pensamento destacam-se nesse período da Filosofia Grega. A primeira é a Filosofia da Natureza, que tem como seu maior representante Demócrito, o qual aprimora os elementos positivos da Filosofia Jônica; os outros grandes filósofos que representam essa corrente são Empédocles, Anaxágoras e Leucipo. A outra grande vertente do pensamento clássico da Filosofia é representada pelos sofistas e pelo intrigante Sócrates. Nessa vertente, os temas mais importantes são voltados a uma tendência antropológica, na qual se destacam os problemas relativos ao cidadão. Com outros termos, podemos dizer que a ascensão política que Atenas alcança contribui para que se desenvolvam a problemática da ética, da dialética, da gnosiologia, da retórica e da política. No entanto, a Filosofia Grega atinge seu ponto culminante nas grandes sínteses do pensamento grego nas doutrinas de Platão e Aristóteles, que, além de sintetizar toda a experiência filosófica anterior, elevam as considerações feitas pelos primeiros filósofos. Platão une as tendências antropológicas dos pensadores sofistas com as tentativas de descrever o cosmos dos filósofos naturalistas e concebe o primeiro grande sistema de idealismo, que representa a cisão entre o mundo físico (da mudança) e o metafísico (ideal). Aristóteles, por sua vez, condensa toda a experiência científica do mundo antigo e constrói um dos sistemas mais importantes da História da Filosofia.
Helenismo
O terceiro período do pensamento filosófico da Antiguidade que iremos estudar é o período helenístico (do século 3º a.C. ao século 1º a.C.), fortemente ligado à hegemonia de Alexandre, o Grande, e ao seu império. Nesse período, os homens, apesar da grande riqueza de conhecimento, que possibilitou as expedições de Alexandre, sentem-se "estrangeiros", mesmo vivendo nas cidades que, antes, os representavam e que eram representadas por eles. Com o processo de dissolução da pólis grega, nesse período, criam-se novas formas de vida econômica e novas cidades-metrópoles, crescem os interesses em torno das ciências naturais etc. No entanto, o contato com outras culturas devido à expansão do império de Alexandre provocou profunda crise de identidade, e a problemática da ética toma o papel principal da discussão filosófica da época. Os filósofos do período helenístico voltam o olhar não mais para a pólis e para a política, mas para o homem e para o indivíduo, procurando na Filosofia e nas Escolas filosóficas do período aquele sentimento de unidade dos gregos que foi dissolvido no Império Alexandrino. Destacam-se, nesse período, a problemática física, lógica e ética. As principais Escolas são:
a) A Academia platônica.
b) O Liceu de Aristóteles.
c) O Epicurismo.
d) O Estoicismo.
e) O Ceticismo.
Antiguidade tardia
Algumas das Escolas que surgiram na Grécia depois da morte de Aristóteles ainda existiam durante o Império Romano. Os problemas centrais da Filosofia desse período são a ética e a política, e as ferramentas do debate filosófico dos magistrados são a dialética e a retórica. Além do cristianismo, a cultura romana recebe a influência de outras culturas Orientais, caracterizando e ampliando o sincretismo, o idealismo e o misticismo desse período. As principais correntes filosóficas no Império Romano são:
a) Epicurismo: defende a versão atomista do materialismo filosófico.
b) Estoicismo: impõe-se como visão predominante na sociedade romana durante alguns séculos.
c) Ceticismo: enriquece sua argumentação em prol do princípio da dúvida.
d) Peripatetismo: exerce a sua influência no tratamento dos problemas tradicionais da Filosofia.
e) Neoplatonismo: defende os princípios teóricos e o espírito da Filosofia Clássica.
Segundo Law (2008), o neoplatonismo, com seu filósofo mais ilustre, Plotino, realizou a síntese entre a Filosofia Platônica e a Teologia Cristã. Essa síntese foi possível, segundo o autor, graças à sua doutrina da trindade (o uno, o intelecto e a alma).
Após o século 5º d.C., a Filosofia entra em uma nova fase, que será tratada como História da Filosofia Medieval.




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